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sexta-feira, 28 de junho de 2013

O aborto

(Foto: autoria desconhecida)

O que é aborto? Interrupção da gravidez, respondem aqui. Violência assassina contra um indefeso, dizem acolá. Mas é crime!? É, mas... #só que não, posta um internauta rato de redes sociais. Assim, o aborto no Brasil não é considerado crime hediondo. Para a promotora de justiça do DF, Maria José Miranda, “é apenado tão brandamente que acaba enquadrando-se entre os crimes de menor potencial ofensivo”. É esse o tema da terceira parte da série de crônicas que defendem a cidadania pela vida.

Segundo o ministério da Saúde, cerca de um milhão e meio de crianças são mortas por ano decorrentes de práticas abortivas. Nos países em que o aborto foi legalizado esse tipo de morte triplicou. Observe. A ênfase do debate não está em interferir na liberdade de uso do corpo pela mulher. Ela pode pintar o próprio cabelo de alaranjado, fazer plástica para arrebitar o nariz dela... Contudo, o pleito em evidência é a defesa da vida de outrem, o nascituro, que não é uma extensão do corpo dessa mulher.

A Constituição declara que todos têm direito à vida. Arrá! E a sórdida violência contra esses pequerruchos? São várias as opções para quem quer abortar: esquartejar, aspirar, envenenar, queimar com substâncias químicas, ou retirar vivo e deixar morrer. “Se tais procedimentos fossem empregados para matar uma criança já nascida, sem dúvida o crime seria homicídio qualificado”, afirma a promotora Maria José.

E se a vida no ventre é argumento insuficiente para defender o nascituro, por que as mães favoráveis ao aborto não matam seus filhos já crescidos? Em caso de gravidez indesejada, seria muito mais rápido o procedimento e não as colocariam em risco de morte ou de sequelas indesejadas. Encurraladas, asseguram que uma coisa não tem nada a ver com a outra, isso é um horror! Ah! As mães amam seus filhos igualmente?

Diz-se por aí que o aborto é caso de saúde pública. O Estado não estaria designado a cuidar da vida? Das mulheres que conheço que abortaram, nenhuma fala com tranquilidade sobre o assunto. Algo do passado volta sempre à memória. A sábia Teresa de Calcutá conclui o óbvio que já deveríamos ter entendido: “Se uma sociedade admite como natural uma mãe ou um pai matar seu próprio filho, como essa sociedade poderá pedir para que as outras pessoas não se matem”? (Adriane Lorenzon)

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