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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Por que defender a vida

Bebê em arte feita em sabonete (Foto e arte: autoria desconhecida)

Estou me coçando há dias para escrever sobre o aborto e o estatuto do nascituro. A demora é porque desconfio da saraivada de críticas e ataques que receberei de movimentos pró-aborto, amigos queridos e amigas feministas. Isso é desagradabilíssimo. Todavia, diz a música Irmãos coragem de Nonato Buzar e Paulinho Tapajós: “É preciso coragem que a vida é viagem, destino do amor”. E se o tema é complexo, irei desenvolvê-lo em partes. Esta é a primeira.

Às vezes a existência prega peças e nos faz escolher entre um princípio que defendemos e outro que também acreditamos. É mais fácil quando são opostos. Mas não é tão simples escolher um dos lados se não refletirmos acerca do todo envolvido na questão. Assim, se eu nunca tivesse parado para pensar a vida, suas implicações, consequências de escolhas, eu jamais optaria hoje por primeiro apoiar a vida, não a liberdade de uso do corpo pela mulher.

Veja. A mulher, ao defender o aborto em situações em que entenda que não quer levar adiante a gravidez, decide por ela e pelo bebê. Ou seja, manda e desmanda, arbitrando por si e pelos rumos de ambos. E quem delibera só por ele? Quem dá voz a ele; afinal ainda é tão vulnerável?! De fato, geralmente minha inclinação é ficar do lado dos mais fracos e oprimidos. Sou assim até quando o Paraguai joga. Adivinha para qual time eu torço? Bingo!

Para compreendermos bem uma situação é preciso colocar-se no lugar de quem a vive. Pensando como pensa o vivente, sentindo como ele sente, com suas potencialidades e limitações... Então, coloquei-me no lugar da mulher grávida, que não quer o filho. Coloquei-me no lugar do nascituro, que quer nascer. Excluem-se aqui exceções como as de risco de morte dessa mulher. Aliás, até casos de estupro podem ser discutidos: abortar ou não abortar?

Sim, a mulher tem livre o arbítrio do que fazer de si mesma. Todos temos. Mas o caso aqui é que há outro ser na barriga dela que igualmente ganhou a oportunidade da vida. E contra argumentos infundados, a Ciência comprova que a vida começa na concepção. Assim, autorizar o aborto sob a alegação de que as mulheres não podem retroceder nas conquistas históricas de direitos, é o mesmo que dar permissão à nossa sociedade, dita civilizada, para matar quem considerar inconveniente e intragável na vida de cada um. (Adriane Lorenzon)

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