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sexta-feira, 5 de julho de 2013

O começo da vida

(Foto: autoria desconhecida)

Ao estudar o aborto e a proteção dos nascituros, passei a entender um pouco do que trata exatamente o viver. Apesar de concordar com cientistas e estudiosos que a vida se inicia na concepção, assuntei que o buraco é bem mais embaixo e que a vida dos bebês começa um pouco antes da fecundação, quando os adultos escolhem seus parceiros afetivo-sexuais. Esta é a quarta parte da série sobre aborto e defesa da vida.

Por exemplo: se eu escolher um homem, num bar, com 30 minutos de conversa (no meio da gritaria), para relacionar-me afetiva e sexualmente, devo assumir o risco de que este homem não queira “algo mais” envolvendo parceria e amor – que é o que as pessoas buscam inclusive em relações fugazes, embora não admitam. E a recíproca, sob a ótica do cara, acredite, seria verdadeira. Deixemos as exceções, ok?

Transar por transar já não satisfaz. Psicólogos ouvem inúmeros depoimentos nesse sentido, de homens e mulheres. Desconfio do brado: “Eu saio mesmo é para pegar”. A propósito, a questão não é o profano ou o sagrado do local, mas o tipo de pensamento ali circulante. Poderia exemplificar um casal todo trabalhado na careta tradição social. O que está em jogo, a meu ver, é saber em qual faixa vibratória nossa mente sintoniza.

Adoro observar os movimentos que a sociedade cria para sobreviver ao caos das particulares existências que a compõem. Adoraria também que tivéssemos noção do que almejamos e escolhemos. Geralmente as pessoas querem uma coisa, porém optam por outra que vai afundá-las em enganos. “Eu decido sobre o meu corpo!”, “Faço da minha vida o que eu quiser!”, “Liberdade de decisão para a mulher!”.

Certo é: tudo que exige disciplina, responsabilidade e cuidado, que demanda menos egoísmo, mais compreensão e amor, dá trabalho. Nesse sentido, talvez devêssemos selecionar melhor os parceiros com quem trocamos fluidos energéticos e nossa profunda intimidade. Com uma gravidez a caminho, ter escolhido um parceiro que soma muito mais vida à minha, não a morte em sua face cruel, parece-me digno de seres pensantes. (Adriane Lorenzon)

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