sábado, 17 de julho de 2010

Dia da proteção às florestas

Foto: Adriane Lorenzon (araucária - RS)

Hoje, 17 de julho, é o dia da proteção às florestas.
Um dia de reflexão e de atitude. E eu cá confabulando com meus botões, nesse dia chuvoso de inverno, lembrei dos instantes e horas maravilhosos que passei dentro das florestas que já tive a oportunidade de adentrar.
É uma sensação indescritível. Experimente!
Quem sabe assim, saberá do valor das árvores e quem sabe, você possa se tornar um guardião de florestas.
Isso mesmo, que tal todos nos tornarmos, nem que seja, por um dia, caiporas das florestas? Sim, curupiras atentos às arvores nossas do dia a dia! Cuidadores amorosos dessas benfazejas amigas!
Protegendo as árvores, irmãs-amigas, cuidaremos também e melhor de nós mesmos.
Paz e bem!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Morte morrida... ressurgindo das cinzas

Queridos amigos e visitantes ocasionais,
escrevo um recado para dizer que dei uma sumida para me refazer...
agora, já renovada, estou de volta à ativa e, em breve, postarei meus textos novamente.
Não podia deixar de fazer a ponte com o poetinha do Majestik aí no último post, que fala exatamente da morte. Afinal, sou de escorpião, e nós, seres dos monturos e porões,
estamos acostumados a mergulhar na escuridão de vez em quando para recobrar a energia, o vigor.
Nessas horas, Plutão me auxilia com seu darkside.
Ah, aos desavisados, não estive doente, foi só uma morridinha mesmo, para breve retorno.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mario Quintana

Libertação

A morte é a libertação total: A morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapato.

Mario Quintana

Homenagem do drilorenparamaiores.blogspot.com pelo aniversário de morte (+ 5/5/1994)
do nosso poetinha dos pampas: Mario Quintana.
Alguns versos:
Da recordação
A recordação é uma cadeira de balanço embalando sozinha.
As viagens
O mais confortador das viagens são esses burrinhos pensativos que vemos à beira da estrada
e nos poupam assim o trabalho de pensar.
Conto de horror
E um dia os homens descobriram que esses discos
voadores estavam observando apenas a vida dos insetos...
Hai-kai
No meio da ossaria
Uma caveira piscava-me
Havia um vagalume dentro dela.
Elegia urbana
Rádios. Tevês.
Gollllllllllllllllllllllllllo!
(O domingo é um cachorro escondido debaixo da cama).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Noel Rosa

Noel Rosa morreu em 4/5/1937. Lá se vão 63 anos, completados hoje, sem aquele que é considerado um dos nossos maiores músicos. Aqui, uma provinha do que foi capaz de compor.
Abaixo, o vídeo de Maysa e Rildo Hora. Sinta o que três gênios da nossa música, o gaitista ainda vive no Rio de Janeiro, fazem com esse clássico da boa música brasileira. Lirismo, maestria e sensibilidade.

sábado, 1 de maio de 2010

Frase do dia

"Os homens semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza".(Allan Kardec)
Foto: autoria desconhecida || Fonte: amostra de imagens windows

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Respeito: eu sei que ele existe

Em 1999 vivi a alegria de assistir a uma palestra proferida por Dalai Lama, em Brasília. Alegria por vários motivos, já que eu morava há pouco tempo na capital federal e, descobria a cada dia novas possibilidades de filosofias, religiões, seitas, teorias – cada uma a seu modo propagando a paz, o amor. Brasília, pra se ter uma ideia, é uma das cidades do mundo que possui mais templos em seu território.

Diversas autoridades estiveram presentes numa tenda branca montada na Universidade de Brasília, como o rabino Henry Sobel, o indígena Marcos Terena, e representantes do candomblé, da igreja presbiteriana, da Universidade de São Paulo, entre outros.

Dalai Lama, um poço de paciência, falou calmamente sobre a paz, que ele não quer impor o budismo às pessoas, que respeita as demais religiões, tratou também da importância do mundo espiritual e não somente do material. Diversas vezes fora interrompido pela aclamação do público, com palmas e vivas pelo tanto de sábio que havia em suas palavras.

Contudo, o mais intrigante e que me afetou na época, passo a narrar agora:

Dalai Lama, líder espiritual do Tibet (localizado ao sudoeste da China e que luta por sua independência desde o início da década de 1950), se comunica não no dialeto nativo, mas em inglês. Assim viaja o mundo proferindo palestras, encontros, reuniões seja com líderes e autoridades ou com pessoas simples do povo. Desse modo consegue se comunicar com o mundo.

Como ocorre em diversos países por onde passa, Dalai Lama se expressa em inglês e, em seguida, um tradutor translada para a língua oficial do país em que se encontra – no nosso caso de 1999, em português.

Isso, só para contextualizá-lo, caro leitor...

Assim, imagine você a cena: Dalai Lama falando em inglês (a plateia que dominava a língua inglesa batia palmas e expressava sua compreensão imediatamente, antes de o tradutor realizar seu serviço – tudo certo, tudo natural até aqui), então vinham as tais palmas, em seguida o tradutor interpretava o discurso e, a seguir, o óbvio: pessoas que dominavam apenas o português bateriam palmas e expressariam com vivas e outras demonstrações gestuais e faladas sua compreensão assim como o primeiro grupo o fizera. Certo?

Não, necessariamente. Ocorreu aí um triste caso de desrespeito. Observe como para nos melhorarmos é necessário afinco, trabalho, muita dedicação. A fronteira para amanhã sermos melhores do que hoje é muito sutil.

As mesmas pessoas que expressavam olhares, gestos e falas de alegria e simpatia às palavras de amor, paz e justiça proferidas pelo ilustre mestre tibetano, no primeiro momento após a fala em inglês dele, em vez de considerarem o timing necessário para a outra parte da plateia também compreender a mensagem, pediam, ou melhor, exigiam silêncio, fazendo psssssssssssiit [sabe aquele barulhinho onomatopaico, que mescla p e um som chiado?].

Aquilo virou um barulho só. Junte o ruído de uns pedindo silêncio e outros com mãos festivas batendo-as incontinente. Parece algo com uma palestra de Dalai Lama?

Eu não precisaria considerar, mas não me aguento, vou revelar. Essas mesmas pessoas não eram indivíduos sem estudo, sem bagagem intelectual, muitas aprenderam inglês fazendo intercâmbios, viajando o mundo. Portanto, seres com pretenso discernimento da diplomacia que essas ocasiões exigem.

O evento ocorreu diversas vezes durante o discurso de Dalai Lama. Esses homens e mulheres teriam entendido o sentido mais simples da visita do convidado estrangeiro ao nosso país? Teriam sacado qual a real do discurso proferido em nome da paz? Teriam percebido o que vieram aprender ali? (Adriane Lorenzon)