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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por uma alfabetização integral



 (Arte: autoria desconhecida)

Antes, o que assustava intelectuais, alguns políticos e a própria sociedade era a imagem de um analfabeto manchando a ponta dos dedos com tinta para assinar um documento. Hoje, isso ainda surpreende, mas temos evoluído e exigido um pouco mais de nós mesmos; agora, é de se apavorar também quando encontramos um analfabeto funcional: indivíduo alfabetizado e que não consegue ligar o texto às entrelinhas.



Em setembro, no dia 8, é comemorado o Dia Internacional da Alfabetização, para lembrar o significado de aprender a ler e escrever. Como salientei, não é só isso. Ao juntarmos as letras numa palavra, numa frase, num texto, precisamos fazer as devidas conexões com a vida concreta. Senão, corremos o risco de o mundo enfraquecer em seu intento pela paz, pelo desenvolvimento, na compreensão e autonomia dos povos.



De acordo com a Unesco, atualmente, 84% da população mundial pode ler e escrever, diferente dos 76% de 1990. Dados de 2009 apontam que 793 milhões de adultos carecem de alfabetização básica – na maioria mulheres. E mais: 67 milhões de crianças em idade escolar e 72 milhões de adolescentes não estão matriculados. Entenda, a alfabetização é um direito humano, idêntico à liberdade, ao respeito, à segurança...



Nesse contexto, surpreendente mesmo é conhecer educadores que se esmeram em uma prática educativa de alfabetização emocional. Não apenas nos anos iniciais da educação básica, mas em toda sua vivência como professor e ser humano que é. Tal projeto valoriza as emoções e os sentimentos do indivíduo, isto é, suas subjetividades – complexas e distintas do pensamento exato e compartimentado de até então.


Assim, nas sociedades dos séculos XIX e XX não havia espaço para as incompletudes, limitações e virtudes humanas. Com o século XXI a todo vapor, bit e byte, somos forjados à cooperação, ao autoconhecimento, à compreensão, ao respeito às diferenças... Desse modo, a alfabetização é o elemento propulsor desta grande rede internacional em que a integração e o diálogo são imprescindíveis. Salve, século XXI! (Adriane Lorenzon)

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