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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Independência ou...

(Arte: autoria desconhecida)

Quando o país se encontrava às margens da bancarrota com a inflação lá em cima e inúmeros empréstimos tomados do Fundo Monetário Internacional, o temível e terrível FMI, os movimentos sociais diziam que precisávamos nos independentizar dessa extorsão. Aos poucos, o Brasil se fez “livre”, então, de instituições e países com generosidade duvidosa. E o tema da independência parece ter se arrefecido...

Todo dia 7 de setembro é a mesma coisa. Durante a semana, um documentário na tevê paga ou pública sobre a história do Brasil; nas escolas, talvez, um apanhado do que é a data que lembra o ano de 1822; no dia, a mídia transmite os desfiles comemorativos e alguns grupos manifestam-se contra um fato ou medida do governo de sua época. Para 2013, as massas prometem invadir as cidades: “Vem pra rua”!

Falando nisso, em diversas localidades brasileiras, desde os anos 1990, entidades sociais realizam o Grito dos Excluídos na Semana da Pátria. O manifesto convoca a sociedade a refletir sobre a exclusão social no Brasil e culmina no dia 7 objetivando, segundo o site gritodosexcluidos.org, transformar a participação passiva da população nas comemorações dessa data em cidadania consciente e ativa. Da hora, não?

Mas de qual independência estamos falando? No portal há uma pista: “A verdadeira independência passa pela soberania da nação”. E o que é um país soberano? Aquele que “costura laços internacionais e implementa políticas públicas de forma autônoma e livre”. Em que organizações variadas da sociedade, incluindo o Estado, e a população inteira se esforçam solidariamente para construir uma vida digna e justa para todos...

E tem mais, ainda que seja o repeteco da mesma lição que sabemos de cor: a única forma de nos independentizarmos efetivamente, tornando-nos autônomos, é pela educação. Uma educação libertária, que estimule o despertar da curiosidade, da própria autonomia, da reflexão, da afetividade, do autoconhecimento... Bem, se sairmos da escola tendo aprendido a reflexionar, já seremos uma pátria de verdade. (Adriane Lorenzon)

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