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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Empreendimentos de sucesso


Foto: autoria desconhecida

Apesar de eu fugir de polêmicas, a torto e direito, pois elas não levam a nada, a existência me permite reflexões incômodas de ideias incomuns, chocantes à maioria dos que convivo. Uma delas é entender que algo que começa mal terminará, em quase todos os casos, mal. Se começamos falidos, qual a probabilidade de lucros? E isso ocorre nos diversos objetivos de quem solta as rédeas e se deixa conduzir por qualquer um. Salvo matéria restrita, é claro.

A controvérsia surge porque sempre tem aquele que diz: “Nada a ver”! E eu respondo, ou penso: “Nas exceções, nada a ver. Mas na prática, na regra das circunstâncias da vida, observe melhor usando o autoconhecimento”. Ao aguçar o pensamento, deparei-me com uma conclusão provisória que se tornou genérica: “A empresa que começa mal, vai falir logo ali, ou vai penar muito”. Nos relacionamentos, projetos, viagens, cursos e empreitadas, idem.

Para um voo começar bem, a aeronave exige decolar com toda a energia necessária, com as turbinas, motor e demais engrenagens funcionando a todo o vapor – ou seja, o avião deve estar bem mecanicamente. Também não adianta garantir a força inicial se o piloto não é competente, experiente e tomador de decisões precisas, se o combustível não é suficiente para todo o trajeto... Uma junção de fatores faz com que um voo seja considerado um sucesso.

Um estudante de medicina que faça o curso com desempenho meia-boca será um profissional medíocre... até o dia em que resolva alterar o nível em que se encontra aperfeiçoando o déficit e as limitações – na qualidade técnica do atendimento, na humanização do trato com colegas e pacientes... Senão, o que temos visto e recebido em consultórios e hospitais? O desvio do padrão é o que nos encanta e dá a certeza do êxito na carreira desse profissional.

Pesquisa informal de uma amiga da escritora Martha Medeiros com mulheres estadunidenses aponta que o tempo necessário para uma mulher transar com um homem é de três meses. Dessa forma, o casal poderia se encantar com as afinidades, conhecer as famílias, fazer exames laboratoriais. No Brasil, o mesmo papo aconteceu. Mas o reloginho aqui correria apenas 30 minutos. O suficiente para enganar-se que a solidão acabou e começar a frustração?

Hoje tenho a amizade de quem me detestou à primeira vista. Geralmente a recíproca da antipatia era verdadeira. Até o dia em que paramos para conversar, se descobrir e se encantar. Permitimos um momento só nosso para o reconhecimento um do outro. E foi mágico. A amizade só desabrochou porque escolhemos começá-la com diálogo, autorizando o estar do outro à nossa frente. Poderíamos ter optado por não nos ouvirmos e ela não teria surgido.  

Sim, há casos que começam bem e terminam mal – porque começaram mal, com a ilusão da tranquilidade, ou porque realmente algo saiu do curso habitual das relações. Quando auxilia uma empresa a se constituir e se firmar no mercado, por exemplo, o Sebrae indica diversas etapas a serem planejadas, executadas, analisadas. Ainda assim, para qualquer vida nova desabrochar é preciso novos planejamentos, avaliações, mudanças e tomar, então, a decisão de batalhar para que não termine mal; embora tudo passe, pois a vida é cíclica e recomeça. (Adriane Lorenzon)

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