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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bê-á-bá da CDHM


Ator Cauã Reymond na campanha FORA FELICIANO
(foto: autoria desconhecida)

... Então, vamos à aula – ainda que pretensiosa essa professora. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias – CDHM –, da Câmara dos Deputados, nasceu em 1995, dez anos depois de iniciado o processo de redemocratização do país. A CDHM constituiu-se como uma referência no agendamento de temas ligados à promoção, defesa ou mesmo à educação para os direitos humanos de uma sociedade sedenta por respeito.

A CDHM é uma das 18 comissões permanentes da Casa de todos os brasileiros. Além de contribuir para a afirmação dos direitos humanos, um de seus objetivos é debater com a sociedade temas de sua alçada, apresentando dados, estudos, informações. Ela existe para que os direitos humanos sejam compreendidos de forma plena. Isso quer dizer que os direitos humanos são universais, indivisíveis e interdependentes.

Segundo o camara.gov.br, a CDHM recebe, anualmente, cerca de 320 denúncias de violações dos direitos  humanos. Em seu histórico, há mais registros de abusos de direitos de presos, violência policial e no campo. Contudo, nos últimos anos aumentou o número de denúncias de crimes contra grupos vulneráveis como afrodescendentes, indígenas, homossexuais. Daí a importância do M de Minorias no nome da comissão.

Nesse sentido, por que tanto furdunço com o presidente da CDHM? Com a ampliação das democracias e, em consequência, dos direitos humanos, aprimorou-se também o entendimento de respeito numa sociedade plural. Feliciano nos agride como deve estar acostumado. No parlamento, porém, errou o pulo. Prova de que o ser humano não se despe, na função social que ocupa, do que revela seu caráter, suas virtudes...

Feliciano não coleciona apenas gafes, mas abusos, desrespeito, violações dos direitos humanos. Isso é gravíssimo. Pare para pensar! Quando alguém desrespeita a qualquer um no exercício do direito inalienável de ser ele mesmo, não se pode ficar de braços cruzados. Feliciano NÃO nos representa. Aliás, nem aos evangélicos que entenderam a mensagem de Cristo, nem aos homossexuais, às mulheres, aos afrodescendentes, nem a qualquer cidadão de bem que busca um mundo mais justo e solidário a TODOS. (Adriane Lorenzon)

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