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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O chacoalhão do papa Francisco

Papa Francisco (foto: autoria desconhecida)

Sim, reconheço que a visita do papa Francisco ao Brasil tenha sido importante sob diversos aspectos, como os evidenciados em pregações dele. Improvável também não se render ao carisma peculiar dessa autoridade religiosa. Porém, o que fica retido em mim é a imagem do chacoalhão bem-dado por Francisco nos seus correligionários da Igreja. Observemos as declarações dadas ao programa Fantástico da tevê Globo.

Simplicidade. Declarou (e mostrou) que usa um carro simples, aqui ou acolá, “do tipo que qualquer um pode ter”. E foi apertando o calo: “Penso que temos de dar testemunho de certa simplicidade – eu diria inclusive de pobreza”. Ora, o que são os templos católicos? Casebres? E a Cúria sendo alvo de escândalos como as acusações de lavagem de dinheiro, que parece? Assunto indigesto, ou é impressão minha?

Coletividade. A opção em viver na residência Santa Marta em vez do apartamento papal, foi, segundo Francisco, por “razões psiquiátricas”, disse bem-humorado. “Preciso do contato com as pessoas.” Viver em Santa Marta significa “não ter que estar sofrendo essa solidão que não me faz bem”. E explicou: “Não posso viver só, não posso viver fechado”. Aqui, bem no fundo, até a clausura da Igreja está sendo questionada...

Humildade. “Não tenho medo. Sei que ninguém morre na véspera. Quando for a minha vez, o que Deus permitir, assim será.” Ao conhecer o papamóvel cercado de vidros que seria usado no Brasil, perguntou-se: “Se você vai estar com alguém a quem ama, (...) você vai fazer essa visita dentro de uma caixa de vidro”? Isto é, “ou tudo ou nada”, afirmou categórico. “Ou se faz a viagem como deve ser feita, com comunicação humana, ou não se faz.” E completou: “Vim visitar gente e quero tratá-la como gente”.


Proximidade. “Porque a Igreja é mãe, e nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe dá carinho, toca, beija, ama.” O que é isso senão um chamamento para padres, bispos, leigos estarem mais próximos das pessoas, sendo amorosos e dando exemplos de devotamento, inclusão, RESPEITO, não julgamento e carinho ao mundo – INCONDICIONALMENTE, assim como ensinou o modelo maior de amor: Jesus Cristo? Para mim, algumas coisas são tão óbvias, mas tão óbvias... E para você? (Adriane Lorenzon)

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