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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dia do professor

(Arte: autoria desconhecida)

Todo mundo sabe que ele é importante, de longo tempo na História. Não tem engenheiro, advogado, grande empresário ou médico, com título forçado de doutor, que não tenha passado pelas orientações dele. Até aqueles que não subiram na escala hierárquica fosforescente das profissões, para aprender fazer um calculozinho qualquer ou uma pequena redação, precisaram dele em algum momento da vida.

Antes, o mestre era bancário, depositava informações na cabeça da criança. E o aluno que se danasse a achar espaço na mente. Com a evolução da humanidade, o professor tornou-se educador. Algo muito mais complexo, porque ajuda o outro a desenvolver habilidades físicas, intelectuais, morais, ecológicas, emocionais, espirituais... E quantos reúnem condições psicológicas para se dedicar às suas subjetividades e às dos pupilos?

Tenho observado e me questionado acerca do lugar ocupado pelo professor hoje no Brasil. De modo geral, pode-se dizer que esse posto, nada louvável, é o lugar da queixa. A poltrona mais cobiçada, badalada e confortável da sala dos professores. Nela, reclama-se de tudo, menos de si mesmo – porque o “eu” não tem nada a acrescentar, já fez tanto e tão bem, que agora, só espera a aposentadoria...

Uns lamentam que tudo é jogado em suas costas e a sociedade e governos deveriam oferecer justas contrapartidas. Concordo. Porém, não enxergam que a lamúria por si só é vazia e não traz conquistas nem avanços. Ademais, ninguém deveria desconhecer as características do ser professor. No século XXI, é bem diferente de outros períodos da História: as competências se ampliaram e a função social do professor também.


Sim, reconheço seus limites, dores, esforços. Todavia, fragilidades estão expostas. Em especial, aquelas suscitadas por uma cultura vitimista, que sempre vê no outro a responsabilidade pelas mazelas – neste caso, o governo, o prefeito, o ministro, os alunos, a secretária, a diretora, os pais... Claro, todos esses têm seu papel. Mas e o nosso, colegas? Quando teremos a certeza de que ser professor é uma escolha pessoal e intransferível? Assim, a partir desse entendimento, tudo o mais se descortinará. (Adriane Lorenzon)

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